VOLTAR

Como citar este artigo

O Profissional da informação e as atividades de organização da informação /conhecimento[1]

 

Daniel Abraão Pando

Bibliotecário e Mestre em Ciência da Informação pela UNESP – Marília

 E-mail: danielpando@bol.com.br

 

José Augusto Chaves Guimarães

Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP – Marília

 E-mail: guimajac@marilia.unesp.br

 

 

 

Resumo

A temática organização do conhecimento tem se constituído em importante campo de investigações para a Ciência da Informação em nível de graduação e pós-graduação. Tais estudos são de suma importância para a compreensão desse novo paradigma instaurado de vez no campo de estudo da referida área que se vê as voltas com importantes questões, principalmente de acesso e tratamento da grande massa documental, neste início de século.  Nesse contexto a atuação do profissional da informação assume um papel estratégico visto trabalhar com o objeto de maior desejo do nosso tempo: a informação.

 

Palavras-chave: Profissional da Informação, Organização da informação, Organização do conhecimento, Tratamento Temático da Informação.

 

 

Abstract

The thematic “knowledge organization” has become an important investigation field to the Information Science at graduation and post-graduation levels. Such studies are extremely important to understand this new paradigm established once and for all in the study field of the aforesaid area and that is constantly questioned, mainly about access and treatment of  a great documentation amount, in the begin of this century. In this context, the performance of the information professional takes upon an strategic role once he or she has to work with the most desirable matter of our time: the information.

 

Key words: Information Professional, Information Organization, Knowledge Organization, Information Thematic Treatment.

 

 

 

Introdução

 

Nos últimos tempos a temática sobre organização do conhecimento vem atingindo a área de Biblioteconomia de uma forma mais intensa, despertando-a para o estudo relacionado com esse novo paradigma. Especificamente no que tange ao bibliotecário, alçado à categoria de profissional da informação, essa temática tem encontrado um campo fértil para o surgimento de pesquisas a nível de graduação e pós-graduação, ocasionando importantes oportunidades de aplicação e estudo, principalmente em seu contexto de atuação.

No intuito de trazer algumas contribuições e reflexões à discussão de referido tema, vamos, a seguir, trabalhar a questão da organização do conhecimento enquanto um fazer profissional da maior importância e relevância para o profissional da informação na atualidade, imerso num ambiente informacional que a cada dia é surpreendido com importantes aportes de novas tecnologias, pois, se a Era do conhecimento vem acompanhada de importantes e profundas transformações pessoais, sociais e culturais os profissionais da informação, principalmente o bibliotecário, tem, além de suas responsabilidades profissionais, uma responsabilidade social, como produtor e facilitador na transferência do conhecimento que é produzido para usuários que dele necessitem, assumindo papel estratégico na nova ordem mundial.

 

1 O bibliotecário e sua atuação profissional mediante a explosão informacional

 

A principal função dos modernos profissionais da informação – bibliotecários – está na mediação da informação entre o estoque de informação (aqui de uma forma bem generalizada englobando as bibliotecas, os acervos virtuais, os centros de documentação, entre outros) e os usuários (mais bem delineados a partir da visão de verdadeiros clientes, mais exigentes e conscientes de seus direitos).

Isso porque, na visão de muitos autores, um dos grandes problemas enfrentados pela humanidade nos últimos tempos se refere à grande quantidade de informação que são criadas e disponibilizadas a todo momento através das mais diversas tecnologias (mais conhecidas como tecnologias da informação), principalmente após a invenção da imprensa por Gutenberg e a segunda metade do século XX quando ocorre o que a literatura aponta como a grande explosão informacional, surgida a partir do contexto científico e tecnológico. Especificamente em relação ao surgimento da imprensa, convém destacar que foi, sem dúvida, um importante acontecimento para a história da humanidade que transformou a sociedade e as novas maneiras de produzir, armazenar e disseminar a informação.

Porém, em artigo a respeito desse tema Peter Burke (2002) apresenta não apenas os benefícios da imprensa e das inovações surgidas a partir da mesma mas, numa abordagem menos triunfalista, os desafios e as mudanças por ela impostas. Assim, o autor, partindo do pressuposto de que nas atividades humanas, todas as soluções de um problema, cedo ou tarde acabam gerando outro problema, examina algumas das conseqüências imprevistas do invento e seus efeitos colaterais.

Dessa forma, um dos aspectos abordados diz respeito à chamada explosão da informação pois, segundo Burke (2002, p. 2),

a informação se alastrou em quantidades nunca vistas e numa velocidade inaudita [...] Mais sério ainda era o problema da preservação da informação e, ligado a isso, o da seleção e crítica de livros e autores. Em outras palavras, a nova invenção produziu uma necessidade de novos métodos de gerenciamento da informação.

Assim, nota-se uma mudança drástica em relação à alta Idade Média, que padeceu com a escassez de livros visto que no século XVI, o “problema” é o da superfluidade, o da abundância de livros. A esse respeito vale citar alguns pensamentos apresentados por Burke como o de Antonfrancesco Doni, escritor italiano que, já em 1550, reclamava da existência de “tantos livros que não temos tempo para sequer ler os títulos”, e o de Jean Calvin que considerava a proliferação de livros como uma floresta na qual os leitores poderiam se perder. Até mesmo, o humanista suíço, Conrad Gesner, autor da expressão “a ordem dos livros”, queixava-se da “multidão confusa e irritante de livros” (BURKE, 2002, p. 2).

Essa proliferação de livros e o surgimento de novos suportes, mais baratos e mais resistentes, acabaram por agravar um problema já presente desde os primórdios da escrita: a armazenagem e a recuperação de informações de forma satisfatória. Desse modo, segundo Burke (2002, p. 03) “a multiplicação de livros [e de novos sistemas e suportes de armazenagem] criou imediatamente um problema para um grupo profissional, o dos bibliotecários, embora seja óbvio que eles se tornaram ainda mais indispensáveis”.

Com a constante proliferação de materiais bibliográficos o homem se vê às voltas com questões cruciais em termos de aquisição e acesso de informação e conhecimento, visto que a produção aumenta a cada dia, sendo impossível para a capacidade cognitiva humana armazenar a grande quantidade de informações disponibilizada nos mais variados tipos de suportes.

Desse modo, o desenvolvimento de novas formas e suportes informacionais influi de maneira direta em uma maior disseminação do conhecimento produzido pela humanidade, visto serem a cada dia mais resistentes, portanto com uma preservação maior, e mais baratos, o que permite a reprodução em grandes quantidades. Basta lembrar que atualmente existem meios, como o virtual, em que nem necessário é, a materialização do suporte (como o papel), estando disponível em áreas virtuais que permitem o acesso simultâneo de vários usuários à mesma informação. Embora muitos questionem a questão a respeito do acesso às informações, a partir da exclusão tecnológica, não é nossa intenção aqui, discutirmos questões relacionadas a esta temática, o que não nos impede de constatarmos que as tecnologias de informação realmente tem contribuído para uma maior circulação e disponibilização da mesma, embora não se possa dizer que o acesso seja satisfatório para todos.

Como conseqüência dessa massa informacional que todos os dias são disponibilizadas, não podemos deixar de constatar também que, grande parte dos teorizadores[2] da "sociedade da informação"- que partilha, com os iluministas, da crença otimista de que o conhecimento tem um caráter auto-formador e emancipatório - tende a pensar que mais informação leva, necessariamente, a um acréscimo de conhecimento.

 

No entanto, e a acreditarmos nas idéias de autores como Postman e Baudrillard, o acréscimo de informação não só não acarreta um acréscimo de conhecimento como conduz, mesmo, ao seu decréscimo; assim, e para citarmos a fórmula de Baudrillard, “estamos num universo em que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”, em que “à inflação da informação" corresponde uma "deflação do sentido" (SERRA, 1999).

Numa mesma perspectiva de análise a respeito desta temática, Silva e Cunha (2002, p. 80) constatam que há um grande número de mensagens postas em circulação, entretanto os instrumentos para filtrar as informações pertinentes são poucos o que dificulta  “estabelecer comparações para nos encontrarmos nos espaços dos fluxos informacionais.”

Nesse contexto, em que a informação tende a se multiplicar cada vez mais, tornando-se em elemento essencial para a inserção dos indivíduos na sociedade, especial destaque merece a atuação dos profissionais da informação, bibliotecários, que segundo a visão de Vergueiro (2002, p. 97) exerce um importante trabalho que vai além do atendimento ao público.

Ele também cataloga, classifica, arquiva, atualiza e conserva os acervos de bibliotecas, mapotecas e serviços de documentação. Não é pouca coisa, principalmente quando se considera que o bibliotecário atua praticamente como o dique que contém e organiza a avalanche de informações que deságuam todos os dias em todas as áreas do conhecimento. Existe uma vasta área de atuação que abrange tudo aquilo que se relacione a recepção e tratamento de informações.

Percebe-se assim a importância que o profissional tem ao atuar com um objeto, a informação, e fazer parte de um grupo profissional que é sensível ao meio onde se insere visto que, os acontecimentos, sociais, políticos e econômicos podem influir na maneira como as pessoas sentem a necessidade de procurar, usar e criar informações.

 

2 O profissional da informação, a sociedade do conhecimento e a organização do conhecimento.

 

Partindo da idéia de que o conceito de sociedade do conhecimento está baseado no crescente reconhecimento que tomam a aquisição, a criação, a assimilação e a disseminação do conhecimento em todas as áreas da sociedade, para se situar na era do conhecimento e ser um ator efetivo em referida sociedade, os indivíduos devem “aprender a manejar a sua riqueza de conhecimento, como gerar novos conhecimentos e como traduzir o conhecimento em informação útil para o desenvolvimento da sociedade de forma a agir e se adaptar a esta realidade” (SILVA e CUNHA, 2002, p. 80).

Nesse contexto, em que a verdade, longe de ser um produto pronto e acabado está sempre em jogo, através de processos abertos e coletivos de pesquisa, de construção e crítica, as autoras citadas, defendem que para construir e criticar, é preciso buscar informação, disponibilizar informação, criar e transformar informação. Ora, estas são práticas que estão intimamente ligadas ao fazer diário dos profissionais da informação, particularmente os bibliotecários.

 

Dessa forma, a partir da grande circulação de informação que passa a predominar nos últimos tempos, e da necessidade de meios que proporcionem um acesso eficaz a essas informações, Barité (2001, p. 38) apresenta que a temática, Organização do conhecimento, enquanto um fazer do profissional da informação, “procura apresentar subsídios teóricos    (e também retroalimentar-se) com tudo aquilo que é relativo ao tratamento da informação, particularmente com o tratamento temático da informação.”

Idéia semelhante é apresentada por Bufrem (2004) para quem “a categoria temática Organização do Conhecimento (Knowledge Organization) relaciona-se originalmente às tarefas de classificar, indexar e representar o conhecimento por meio de registros informatizados para atender as necessidades mais urgentes de informação” visto que “a organização do conhecimento representa tanto o conhecimento explícito como o tácito, proporcionando vantagens competitivas nas organizações, e não está relacionado com a quantidade de informação obtida/estocada, e sim, em fazer uso inteligente da mesma” (BELLUZZO e FERES, p. 2). Porém para fazer uso da informação é necessário que ela esteja disponibilizada de uma forma rápida e acessível.

Em análise de literatura a respeito da Organização do conhecimento, Fujita (2001, p. 31) constata que há uma “crescente importância dos temas de representação e organização automatizada do conhecimento, incluídos os sistemas de classificação, a necessidade de um tesauro universal, a busca de novas estruturas [...] e a preocupação sobre a qualidade em indexação e catalogação temática”.

Nesse sentido, Guimarães, Danuelo e Menezes (2004, p. 166) analisando as discussões a respeito da atuação de profissionais da informação na atualidade, constatam que:

especial destaque merece a atuação no âmbito das atividades de organização e representação temática da informação, visto revelar a dimensão do tratamento dos conteúdos informacionais o que, aos olhos da literatura internacional, vem sendo considerado como núcleo duro da Ciência da Informação, com referenciais teóricos e metodológicos próprios (grifo dos autores)

Ainda de acordo com Barité (2001), de um modo menos específico, sem contudo deixar de ser importante, a organização do conhecimento também se preocupa com a gestão do uso social da informação. “A Era do Conhecimento pode ser entendida, então, como um período de profundas transformações pessoais, sociais e culturais, e nesse processo os profissionais da informação tem uma responsabilidade social [...] tanto como produtores de conhecimento quanto como facilitadores na transferência do conhecimento produzido para usuários que dele necessitem[...] ” (ARAÚJO e FREIRE, 1999, p. 02-04, grifo do autor).

A partir de um resgate histórico, Barité (2001) apresenta que o estudo a respeito da organização do conhecimento ao longo do tempo, passou por distintos interessados. No período pré-científico da Antigüidade foram os filósofos, como Aristóteles, que tiveram (e ainda tem) grande influência nas bases lógicas e epistemológicas do pensamento ocidental. A partir da separação entre ciência e filosofia, a tentativa de sistematização do conhecimento coube primeiro aos monges e em seguida aos primeiros científicos laicos responsáveis pelas grandes revoluções intelectuais da história da humanidade.

Para o referido autor, até o presente muitos filósofos, epistemólogos, científicos e historiadores da ciência moderna continuam preocupados por organizar o cada vez mais complexo mapa do saber humano. A partir do século XIX, com a expressiva generalização das bibliotecas públicas como suporte educativo e cultural da expansão econômica, impulsionada pela Revolução Industrial, começa-se a pensar com mais profundidade na necessidade de criação de instrumentos específicos para o armazenamento e a recuperação de documentos de um modo estruturado.

Especificamente na área de Biblioteconomia, o campo da organização do conhecimento, segundo Fujita (2001, p. 29),

está baseado em fundamentações teóricas já desenvolvidas sobre classificação e tesauros, com especial ênfase na contribuição da teoria de Ranganathan acerca da análise em facetas em colaboração com a Terminologia. Pretende seu uso para todo tipo de organização e representação do conhecimento. [...] a organização do conhecimento tem suas origens na criação, por bibliotecários, de sistemas de classificação como instrumentos de organização temática de documentos para armazenagem.

Os primeiros instrumentos foram criados pelos bibliotecários apoiados em concepções ou teorias do conhecimento tomadas em empréstimo da ciência ou da filosofia, apresentando resultados controversos ao longo dos anos, “principalmente, no tocante a inflexibilidade hierárquica de assuntos e sub-assuntos contida em suas grandes classes. [...] outro aspecto a ser considerado diz respeito a interdisciplinariedade (sic) dos assuntos, impossível de ser tratado pelos sistemas de classificação[...]” (FUJITA, 2001, p. 29-30, grifo do autor). A partir da década de 50, precedidos apenas pelo pensamento de Ranganathan, começam a prefigurar-se os chamados classificacionistas, “especialistas dedicados a criação de instrumentos mais elaborados como tesauros ou sistemas de classificação especializados” (BARITÉ, 2001, p. 39).

É interessante destacar que tanto os científicos como os classificacionistas preocupados em dar uma formulação orgânica do conhecimento humano, justificam sua existência em razão de que:

 

- a humanidade somente avança na medida em que consegue sistematizar o saber acumulado para cumprir determinados propósitos;

- é preciso estabelecer consensos sobre esse saber, porque somente dessa maneira se faz possível o intercâmbio, a comunicação, o debate e a difusão do conhecimento especializado;

- o exposto os obriga a uma análise exaustiva acerca da natureza, das fontes, dos limites e dos modos de circulação do conhecimento (BARITE, 2001).

Assim, para o referido autor, sob o ponto de vista dos bibliotecários, essa análise passa por tudo que é relativo à satisfação das necessidades sociais de informação dos usuários (atores sociais em situação de conhecimento), em particular mediante consultas apoiadas na linguagem como ferramenta de comunicação e mediação.

Dessa forma,

a organização do conhecimento procura, então, oferecer um modelo conceitual adequado com as diversas práticas e atividades sociais vinculadas com o acesso ao conhecimento e pretende operar como instrumento de tratamento da informação e de gestão de uso da informação, abarcador e integrador  dos fenômenos e aplicações vinculados com a estruturação, a disposição, o acesso e a difusão do conhecimento socializado (BARITÉ, 2001, p. 39-40, grifo do autor).

 

Desse modo, poderíamos fazer um paralelo entre a temática organização do conhecimento e a atuação do profissional da informação – bibliotecário – baseado na visão de Dalhberg (1993, p. 214) que sustenta a idéia de que,

vivemos em um mundo dominado pela informação, a qual necessita ser urgentemente ordenada e compendiada para transformá-la em conhecimento disponível, tanto para usos e finalidades pessoais como para a tomada de decisões públicas, em termos de aplicação política, cultural, industrial, comercial ou social.

O objeto de estudo da Organização do conhecimento é o conhecimento socializado, e como disciplina da conta do desenvolvimento de técnicas para a construção, a gestão, o uso e a avaliação de classificações científicas, taxonomías, nomenclaturas e linguagens documentárias. Aporta, por outra parte metodologias de uso e recuperação por linguagem natural (BARITÉ, 2001).

Esta visão integral do conhecimento  é de suma importância já que a ela se associam as classificações filosóficas ou científicas do saber com as classificações destinadas a organização de documentos em bibliotecas, arquivos e outras unidades de informação abrindo, assim, maiores perspectivas para um importante desenvolvimento disciplinário e interdisciplinário no âmbito da Biblioteconomia e da Documentação.

Assim, constata-se que o fazer profissional do bibliotecário, enquanto um agente ativo que trabalha com a organização do conhecimento está na constante busca de métodos e instrumentos que de uma maneira simples e funcional consiga suprir as necessidades informacionais de sua clientela aplicando com o devido cuidado as técnicas de tratamento temático da informação, a partir de uma visão contextualizada em que o interesse do cliente está sempre em primeiro lugar. Nesse sentido, o que importa é o acesso à informação, que potencializa e contribui no desenvolvimento do conhecimento, não importando se ela esteja presente fisicamente ou virtualmente na sua área de trabalho.

Portanto, a organização da informação ou conhecimento que compreende um processo de representação, destina-se prioritariamente à recuperação eficaz por parte dos usuários. De acordo com Alvarenga (2003, p. 12),

para que tal ocorra, torna-se necessário que profissionais da informação desenvolvam e implementem sistemas representacionais que estabeleçam a confluência entre a organização cognitiva imposta ao conhecimento pelo seu produtor (representação primária) e a organização conceitual imposta ao documento pelo especialista da informação (representação secundária). A confluência entre essas duas estruturas de representação constitui-se no  componente central do trabalho dos arquivistas, bibliotecários e demais profissionais da informação, desde que não seja esquecida a representação que ocorre em nível dos usuários dos sistemas de informação.

 

Nesse sentido, concordamos com a seguinte visão de Araújo e Freire (1999, p. 10):

 

[...] na Era do Conhecimento, cabe a nós, profissionais da informação, esse papel de mediador dos discursos, aproximando produtores e usuários do conhecimento [...]. E precisamos fazê-lo de tal forma que a consciência dos receptores seja respeitada em seus limites e aproveitada em suas possibilidades: além da organização do conhecimento em sistemas, nosso campo de atuação abrange a análise e a reformulação dos conteúdos da informação. Isso significa um maior envolvimento não somente com o fazer, com a prática profissional, com o conhecimento em si dos conceitos e tecnologias disponíveis na ciência da informação e áreas correlatas — significa uma profunda interação com o usuário final [...]. Pois se o conhecimento é como a luz, poderemos iluminar a vida de incontáveis pessoas — das próximas às mais distantes — [...]. Este é o nosso desafio e esta seria nossa responsabilidade social: tornar tangível o intangível, ajudando a escrever um final feliz para a história da humanidade.

No entanto, para que se chegue ao bibliotecário em sua plena atuação profissional, contribuindo efetivamente com esta temática,  há de se ter em conta a sua formação e as profundas transformações que ocorrem no mundo do trabalho que acabam por pressionar as instituições formadores e os próprios profissionais a um aprendizado contínuo. Dessa maneira, a formação do bibliotecário em um contexto de Moderno Profissional da Informação[3] se torna cada dia mais imprescindível para uma melhoria da visão que a sociedade tem do profissional bibliotecário buscando significativas mudanças para a área.

 

3 Organização do Conhecimento e Tratamento Temático da Informação

 

A temática Organização do Conhecimento, como vimos anteriormente, tem se constituído em importante objeto de estudo para a área de Ciência da Informação. Apesar da expressão Organização do Conhecimento aparecer na década de 30, com a publicação do livro de Henry Evelin Bliss, Organization of knowledge in Libraries, necessário se faz destacar que foi a partir de 1989, com a fundação da ISKO (International Society for Knowledge Organization), sobre a presidência de Ingetraut Dahlberg, que se começou a pensar mais profundamente em relação a esse novo paradigma que se instala na área.

Desde sua fundação a referida instituição tem se voltado aos estudos que abordam aspectos interdisciplinares na questão de tratamento da informação destacando, nesse contexto, os trabalhos de Ingetraut Dahlberg,  Clare Begthol, Francisco Javier Garcia Marco, Miguel Angel Esteban Navarro,  Mário Barité e outros.

De acordo com Barité (1997, p. 106), a Organização do Conhecimento é “uma disciplina de formação recente que estuda as leis, os princípios e os procedimentos pelos quais se estrutura o conhecimento especializado em qualquer disciplina”. Segundo o referido autor, (2000, p. 01), de certo modo é uma disciplina de convergência teórico-metodológica pois se nutre de elementos da Linguística, da Documentação, da Informática e da Comunicação. Além disso “mantém vínculos com os âmbitos que se ocupam da produção, do pensamento científico (Ciência da Ciência, Filosofia da Ciência, Sociologia da Ciência, e de sua classificação  - a Taxonomia e a nomenclatura entre outros )”.

 

Para Esteban Navarro (1996, p. 97-98), a Organização do Conhecimento:

 

É a disciplina específica que se dedica dentro da ciência da Informação Documental ao estudo dos fundamentos teóricos do tratamento e da recuperação da informação e a construção, manutenção, uso e avaliação dos instrumentos lógico-linguísticos mais adequados para controlar os processos de representação, classificação, ordenação e armazenamento do conteúdo informativo dos documentos com o fim de permitir sua recuperação e comunicação. Se ocupa, portanto, dos princípios e ferramentas postas em ação para a gestão do conhecimento humano desde uma tripla  perspectiva: sua representação, sua organização e sua comunicação documental.

 

Ainda segundo o mesmo autor, a evolução da área, se confunde em sua origem e em seus primeiros passos, com as histórias particulares da Ciência da Informação (e mais especificamente da Biblioteconomia), contribuindo para formação e desenvolvimento destas disciplinas, desde a parcela que se ocupa dos princípios e das técnicas de tratamento documental de conteúdo.

Essa temática, sem dúvida, tem suscitado variadas reflexões para a área de Ciência da Informação, sendo a principal delas o rompimento com uma extremada visão tecnicista que imperava na área. O que se busca são novas possibilidades de aplicação das teorias interdisciplinares com o objetivo de romper de vez com uma visão que não pode mais ser levada ao extremo sem que sejam consideradas outras perspectivas.

Assim, percebe-se a preocupação da área em relação a novos estudos que venham, de uma forma bastante sedimentada, propiciar novos métodos de aplicação e novos campos de estudos  de modo a levar a área a um desenvolvimento com forte fundamentação teórica e conceitual.

Se antes tinha-se uma concepção onde se “organizava para achar”, atualmente esse pensamento não condiz mais com a realidade enfrentada pelos profissionais bibliotecários. Não se pode mais pensar, hoje, em aspectos meramente organizativos, como uma máquina que é programada para classificar. É preciso que a atenção dada ao documento seja na ênfase do que organizar, para quem organizar e ainda do como se organiza (GUIMARÃES, 2001).

A ênfase nas questões ligadas às necessidades dos usuários deve ser levada em consideração a todo momento, visto ser ele o principal motivo de existência de uma unidade ou sistema de informação. Portanto, é preciso que questões que envolvam toda a complexidade da existência de um documento sejam levadas em consideração, sob pena de vermos nossos esforços serem minimizados em virtude da falta de empatia entre o acervo e o seu usuário (grifo nosso).  

No âmbito da Ciência da Informação, o estudo do documento é abordado dentre outros, pela Arquivologia, como meio de prova, pela Museologia, como testemunho e pela Biblioteconomia, como suporte de informação para a geração de conhecimento (GUIMARÃES, 2002).

 

No que tange ao ensino de Biblioteconomia, a questão da Organização do Conhecimento está inserida especificamente na área de Tratamento Temático da Informação, que tem como objetivo a identificação, o processamento e a disponibilização do conteúdo informacional dos documentos e suas interfaces com as teorias e os sistemas de armazenamento e recuperação da informação.

Essa área é identificada, na literatura, por variadas denominações, que foram sendo tanto substituídas quanto justapostas, ao longo do último meio século, desde expressões abrangentes como processos técnicos ou processamento técnico da informação passando pela dicotomia representação descritiva e temática (que atualizou o antigo binômio catalogação / classificação) e chegando a processos como: análise, descrição, representação e condensação tendo por objetivo uma intermediação entre os produtores e os consumidores de informação.

Nos Sistemas de Informação e de recuperação da informação, o tratamento da informação, encontra-se voltado para dar conta de descrever e representar os conteúdos dos documentos, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista temático (ou de conteúdo) (DIAS, 2001).

Em relação ao processo de representação da informação, Barité cita Novellino (1996, p. 38) para afirmar que “a principal característica do processo de representação da informação é a substituição de uma entidade lingüística extensa e complexa (o texto do documento) por sua descrição abreviada” a qual funciona “como um artifício para enfatizar o que é essencial no documento.”

Vale ainda destacar que os resultados da representação documentária (fichas de catálogo, referências bibliográficas, resumos, termos de indexação etc), constituem os denominados produtos documentários,  unidades facilmente manipuladas em um sistema de recuperação da informação (se comparado ao documento no todo) e concretizam sínteses que “tornam mais fácil a avaliação do usuário quanto à relevância e pertinência que o documento integral possa ter para as suas necessidades de informação” (DIAS, 2001, p. 07).

Se levarmos em conta a premissa fundamental de que o conhecimento registrado contribui para a geração de novas informações, podendo esses se transformarem em novos conhecimentos, formando não um ciclo mas uma espiral, visto não ter um início e um fim específico, o Tratamento Temático da Informação assume, no dizer de Guimarães (2002, p. 09) “uma função-ponte levando a um novo paradigma -  o da invisibilidade”.  A partir desse paradigma a parte mais importante do processo consiste em propiciar “tão alto grau de comunicação entre autor e usuário de modo a praticamente não se tornar perceptível a interferência do documentalista no tratamento documental”. Para tanto, deverá ter um alto grau de clareza de método e domínio das técnicas empregadas, de modo a permitir o “contato direto” do usuário com as obras disponíveis no acervo.

Assim, pode-se dizer “que a qualidade e a sofisticação do processo de tratamento temático da informação será tanto maior na medida em que permitir um efetivo diálogo autor-usuário” (GUIMARÃES, 2002, p. 09), em detrimento do seguinte esquema: autor – profissional (mediador) – usuário, onde o mediador torna-se não uma alternativa, mas uma via obrigatória que o usuário tem que utilizar se quiser ter acesso aos materiais que lhe interessam. Infelizmente, este último modelo de atuação é ainda bastante presente em muitas bibliotecas e centros de documentação. Para tanto, há a necessidade de “grandes esforços do documentalista, desde o estabelecimento de pontes de vocabulário até a possibilidade de acesso a domínios conceituais correlatos” (GUIMARÃES, 2002, p. 09). Nesse sentido, destaca-se a importância da interdisciplinaridade da área de Tratamento Temático da Informação em relação à outros domínios do conhecimento como a Terminologia, a Lingüística  e a Lógica entre outras, que exercem papel fundamental no domínio de conceitos.

Como se pode observar, a área de tratamento temático da informação busca um domínio metodológico que conduza à elaboração de produtos documentários que atendam satisfatoriamente às necessidades de organização dos acervos documentais proporcionando, de forma segura e rápida, aquilo que Mason (1990), denomina como a informação certa, para o usuário certo, da fonte certa e a um preço que justifique o seu uso.

 

Conclusão

As atividades de organização da informação/conhecimento tem se constituído atualmente como uma das mais importantes áreas de desenvolvimento profissional para os profissionais da informação. Nunca o mundo acumulou tanta informação em tão variados suportes como nos tempos atuais. Não se sabe até onde o desenvolvimento tecnológico poderá alcançar, mas um fato não pode passar despercebido para os profissionais que tenham por objeto e matéria prima de trabalho a informação: se a humanidade produz tanta informação, certamente a mesma necessita ser tratada, analisada, representada e disponibilizada ao maior número possível de clientes pois, o acesso eficiente e eficaz será imprescindível nestes novos tempos para os interessados nas informações, que assume papel estratégico nas organizações, chegando a ser, em muitos casos, mais valorizada que bens tangíveis.  Nesse sentido, para organizar e representar essas informações de modo a prover satisfação as necessidades informacionais da humanidade os bibliotecários assumem  papel estratégico nas novas configurações dos mercados mundiais.

 

Referências

ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco. Profissional da informação: entre o espírito e a produção. In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim. O profissional da informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000. cap. 1, p. 31-51.

ARAÚJO, Vânia Maria Rodrigues Hermes de ; FREIRE, Isa Maria. Conhecimento para o desenvolvimento: reflexões para o profissional da informação. Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, PB, v. 9, n. 1, 1999. Disponível em: <http://informacaoesociedade.ufpb.br/919903.pdf>. Acesso em: 25 de ago. 2003.

ARAÚJO, Vânia Maria Rodrigues Hermes de. Papel do profissional da informação em uma sociedade em mudança. Ciência da informação, Brasília, v. 15 (1): 11-13, jan./jun. 1986.

BARITÉ, Mário. Aportaciones teórico-conceptuales para la docência y la investigación en el área de tratamiento temático de la información. In: ENCUENTRO DE EDIBCIC, 5. Granada, 21-25 Feb. 2000. La formación de profesionales e investigadores de la información para la sociedad del conocimiento. Granada: Universidad de Granada. Facultad de Biblioteconomia y Documentación, 2000. p. 54-72.

BARITÉ, Mário. Organización del conocimiento: un nuevo marco teórico-conceptual en Bibliotecologia y Documentación. In: CARRARA, Kester. (org.). Educação, Universidade e Pesquisa. Marília : Unesp-Marília-Publicações; São Paulo: FAPESP, 2001. p.  35-60.

BARITÉ, Mário.  Referenciales teóricos vigentes en el área de tratamiento temático de la información y su expressión metodológica.  Porto Alegre : ABEBD, 1998. 7 p.  Relatório técnico do II encontro de dirigentes dos cursos Superiores de Biblioteconomia dos países do MERCOSUL e I Encontro  de Docentes de Biblioteconomia e Ciência da Informação do MERCOSUL, Buenos Aires, 27 – 29 nov. 1997.

BELLUZZO, R.C.B ; FERES, G.G. A mediação da informação para o setor produtivo como recurso estratégico na sociedade do conhecimento. Disponível em: <http://www.simpep.feb.unesp.br/Artigos%20Apresentados.htm> . Acesso em: 25 de ago. de 2004

BRAGA, Gilda Maria. Informação, ciência da informação: breves reflexões em três tempos. Ciência da informação, Brasília, v. 24, n. 1, jan./abril. 1995.

BREGLIA, Vera Lúcia Alves ; RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca. Um exercício de reflexão sobre a atuação dos profissionais de informação em uma sociedade do terceiro mundo: o caso do Brasil. In: ALGUMAS reflexões sobre o ensino e práticas na área de informação. Niterói: EdUFF, 1998. p. 103-121 (Estudos & Pesquisas, 2).

BUFREM, Leilah Santiago. Levantando significações para significantes: da gestão do conhecimento a organização do saber. Disponível em:  <http://www.encontros-bibli.ufsc.br/bibesp/esp_01/1_bufrem.pdf> . Acesso em: 18 de ago. de 2004.

BURKE, Peter. Problemas causados por Gutenberg: a explosão da informação nos primórdios da Europa moderna. Estudos Avançados, v. 16, n. 44, jan./abril de 2002. Disponível em: <http://www.escritoriodolivro.org.br/historias/burke.html>. Acesso em: 23 de set. 2003.

CUNHA, Míriam Vieira da. ; SILVA, Edna Lúcia da. A produção do conhecimento na formação de profissionais da informação. Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, PB, v. 11, n. 2, 2001. Disponível em: <http://informacaoesociedade.ufpb.br/1120108.pdf>. Acesso em: 25 de set. 2003.

DAHLBERG, Ingetraut.  Current trends in knowledge organization.  In: GARCIA MARCO, Francisco Javier. (org.).  Organización del conocimiento em sistemas de información y documentación.  Zaragoza : Unizasidad de Zaragoza, 1995, v.1 , p. 7-26.

DAHLBERG, Ingetraut. Knowledge Organization: its Scope and Possibilities. Knowledge Organization, 20 (1993) n. 4.

DIAS, Eduardo Wense. Contexto Digital e Tratamento da Informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 2, n. 5, out. de 2001. Disponível em: <http://www.dgzero.org/out01/art_01.htm>. Acesso em: 28 de ago. 2003.

ESTEBAN NAVARRO, Miguel A. El marco disciplinar de los lenguajes documentales: la Organización del Conocimiento y las ciencias sociales. Scire, Zaragoza, 2 : 1 (en.-jun. 1996), p. 93-107.

ESTEBAN NAVARRO, Miguel A. Fundamentos epistemológicos de la clasificación documental. Scire, Zaragoza. 1 : 1 (en.-jun. 1995) 81-101.

FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. Organização do conhecimento: algumas considerações para o tratamento temático da informação. In: CARRARA, Kester. (org.). Educação, Universidade e Pesquisa. Marília: Unesp-Marília-Publicações; São Paulo: FAPESP, 2001. p.  29-34.

________.  O tratamento da informação na Organização da informação em seus aspectos temáticos e descritivos. [s.n.t.]. 2003. (Material de sala de aula).

GUIMARÃES, José Augusto Chaves. A análise documentária no âmbito do tratamento da informação: elementos históricos e conceituais. In: RODRIGUES, Georgete Medleg; LOPES, Ilza Leite. Organização e representação do conhecimento na perspectiva da Ciência da Informação. Brasília: Thesaurus, 2003. 300 p.  p. 100-117. (Estudos avançados em Ciência da informação, 2).

________.  Bases conceituais  metodológicas do ensino de organização e tratamento da informação nos cursos de Biblioteconomia do Brasil.  Trabalho apresentado no III ENCUENTRO DE DOCENTES DE BIBLIOTECOLOGIA Y CIENCIA DE LA INFORMACIÓN DEL MERCOSUR ( Montevidéu, 25-27 maio de 2000). / s.n.t./ 10 p. (cópia impressa ).

________.  Brasil: principales tendencias y enfoques en el área de organización y tratamento de la información.  In: ENCUENTRO DE DIRECTORES, 4 / ENCUENTRO DE DOCENTES DE LAS ESCUELAS DE BIBLIOTECOLOGÍA DEL MERCOSUR, 3., 2000, Montevideo. Anais... Montevideo: Escuela Universitária de Bibliotecologia y Ciencias Afines   Ing. Federico E. Capurro, 2000. p. 336-339.

________. Moderno Profissional da Informação: elementos para sua formação no Brasil. Transinformação, Campinas, v. 9, n. 1, p. 124-137, jan./abril. 1997.

________. O profissional da informação sob o prisma de sua formação. In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim (org.) Profissional da Informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000. cap. 2, p. 53-70.

________. Organização do conhecimento: perspectivas de ensino e pesquisa na área de Ciência da Informação. In: V ENCUENTRO DE DOCENTES E INVESTIGADORES EN BIBLIOTECOLOGIA, CIÊNCIAS DE LA INFORMACIÓN Y DOCUMENTACIÓN – EDIBCIC, Granada, fevereiro de 2002.

________. Perspectivas de ensino e pesquisa em organização do conhecimento em cursos de biblioteconomia: uma reflexão. In: CARRARA, Kester. (org.). Educação, Universidade e Pesquisa. Marília : Unesp-Marília-Publicações; São Paulo: FAPESP, 2001. p.  61-72.

GUIMARÃES, José Augusto Chaves ; DANUELLO, Jane Coelho ; MENEZES, Pedro José. Formação para a atuação profissional em organização de conteúdos informacionais: uma análise das bases teórico-pedagógicas dos cursos de Biblioteconomia do Mercosul. In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Atuação profissional na área de informação.  São Paulo: Pólis, 2004.

MASON, Richard O. What is an information professional. Journal of Education for Library and Information Science, Arlington,  v. 31, n. 2, p. 121-138, 1990.

MORAES, Alice Ferry de ; ARCELLO, Etelvina Nunes. O conhecimento e sua representação. Informação e Sociedade: Estudos. João Pessoa, PB, v. 10, n. 2, jul./dez 2000. Disponível em: <www.informacaoesociedade.ufpb.br/1020004.pdf>. Acesso em: 12 de dez. de 2003.

PONJUAN DANTE, Glória. Perfil del Profesional de Información del nuevo milenio. In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). O profissional da informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000. cap. 4, p. 91-105.

RODRIGUES, Mara  Eliane Fonseca ; BREGLIA, Vera Lucia Alves. Das práticas aos fundamentos: o cotidiano revisitado. Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, PB, v. 11, n. 1, 2001. Disponível em: http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/1110112.pdf>. Acesso em: 22 de set. 2003.

SERRA, Paulo. Informação e sentido: notas para uma abordagem problemática do conceito de informação. Disponível em: <http://ubista.ubi.pt/~comum/serra-paulo-informacao_e_sentido.html> . Acesso em: 19 de ago. de 2004.

 SILVA, Carla Maria T. de Sousa C. da ; ARRUDA, Guilhermina Melo. A formação do profissional de biblioteconomia frente às novas tendências do mercado globalizado. Encontros BIBLI – revista de biblioteconomia e ciência da informação da UFSC, Florianópolis, n. 6, setembro de 1998. Disponível em: <htttp://www.encontros-bibli.ufsc.br/eb6art3.doc>. Acesso em: 22 de set. 2003.

SILVA, Edna Lúcia da ; CUNHA, Míriam Vieira da. A formação profissional no século XXI: desafios e dilemas. Ciência da informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 77-82, set./dez. 2002.

SIRIHAL, Adriana Bogliolo ; LOURENÇO, Cíntia de Azevedo. Informação e conhecimento: aspectos filosóficos e informacionais. Informação e Sociedade: Estudos, João Pessoa, PB, v. 12, n. 1, 2002. Disponível em: <http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/1210203.pdf>. Acesso em: 22 de set.  2003.

VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Assumindo um novo paradigma na Biblioteconomia. Informação & Informação, Londrina, v. 0, n. 0, p. 2-6, jul./dez. 1995.

VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Introdução. In: ________.(Org).  Profissional da informação: formação, perfil e atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000. p. 7-30.



[1] Para efeito do presente artigo trabalha-se com as expressões organização da informação e organização do conhecimento como equivalentes.

[2] Dentre os quais se podem destacar: Daniel Bell; Alvin Toffler; John Naisbit; Nicholas Negroponte; Martin Bangemman et al.

[3] Veja-se para tanto, Ponjuan (1995), Santos (1996), Guimarães (1997), e Valentim (2000)  entre outros.

 

VOLTAR